Nota: Este texto é uma reflexão inspirada em processos de autoconhecimento e não substitui acompanhamento psicológico profissional.
Após compartilhar minha jornada de dúvidas sobre a maternidade, muitas leitoras me perguntaram: “mas como faço para saber de verdade?”.
Se a pergunta “será que é isso mesmo?” também vive na sua cabeça, este guia prático é para você.
Reuni 5 exercícios que me ajudaram a encontrar clareza quando a certeza absoluta não vinha.
1. O teste da visualização concreta
Pare de se perguntar “e se” e comece a visualizar o “como”
Em vez de imaginar uma maternidade perfeita, visualize cenas reais do dia a dia:
- Como seria sua rotina de manhã com uma criança?
- O que você abriria mão para priorizar esse novo papel?
- Que tipo de mãe você quer ser – não perfeita, mas sua versão?
Se as imagens trazem mais paz que ansiedade, é um sinal importante.
2. A análise das suas motivações
Separe o desejo genuíno dos medos disfarçados
Faça uma lista honesta:
✅ Motivações positivas: Expandir amor, compartilhar valores, criar vínculos
❌ Motivações por medo: Evitar arrependimento futuro, pressão social, medo da solidão
Quando as motivações positivas forem maioria, você está no caminho certo.
3. O exercício do “sim” e “não”
Ambas as decisões são válidas – qual você consegue viver em paz?
Imagine profundamente sua vida:
- Daqui a 5 anos com filhos: que ganhos e perdas?
- Daqui a 5 anos sem filhos: que liberdades e que lacunas?
A decisão certa não é a que não tem sacrifícios, mas a cujos sacrifícios você se entrega de coração.
4. A preparação emocional prática
Maternidade se treina no presente
Antes de qualquer decisão, experimente:
- Cuidar de uma sobrinha/o por um fim de semana
- Acompanhar uma amiga com bebê em seus compromissos
- Observar suas reações ao cansaço e imprevistos
A prontidão não é um destino, mas uma musculatura que se fortalece com prática.
5. A conversa com suas dúvidas
Em vez de lutar contra as incertezas, dialogue com elas
Quando surgir “e se não der certo?”, pergunte:
- O que posso fazer AGORA para me preparar?
- Que redes de apoio posso construir?
- Que habilidades já tenho que me ajudariam?
A segurança vem não da ausência de medo, mas da confiança na sua capacidade de lidar com os desafios.
Para refletir:
Não existe “100% pronta”. Existe “pronta o suficiente” – que é quando o amor que motiva sua escolha é maior que o medo que a paralisa.
E para você, qual dessas dicas mais fez sentido? Compartilhe nos comentários qual sua maior dúvida sobre estar pronta para a maternidade.
Veja também: No post ‘Não Sei se Estou Pronta, Mas Sei que Quero Amar’, mergulhamos nas camadas emocionais da decisão de ser mãe:
Nota importante: Este conteúdo é baseado em vivências e reflexões pessoais, e não substitui orientação psicológica profissional. Para aprofundar questões emocionais, procure um psicólogo ou terapeuta de confiança. Em crises, busque ajuda: CVV (188), CAPS ou emergência (192).
